My True Game Story

“The ways that game design meaningfully connects to the many experiences in your own life.”

Jesse   Schell, xxiii of “The Art of Game Design”

Esse texto é dedicado a inaugurar os trabalhos do meu blog e minha participação no blog do sertão games. Aqui vou falar sobre minha relação com games e contar um pouco dessa história que agora começa a render bons frutos nesta área mágica.

Para quem foi para uma festa de minha família isso não é novidade, mas acredito que muitos não foram, então lhes digo que nem sempre morei na cidade. Muito pelo contrário, por muito tempo( até meus 6 anos ), morei em um pequeno vilarejo com meus avós no interior de minha cidade natal. Por isso não tinha, até então, conhecimento da existência de algumas das tecnologias mais recentes, dentre elas o video game.

Tive a oportunidade nesta época de ter verdadeiro contato com  a natureza e uma vida tranquila que muitas pessoas hoje nem sonham existir e talvez nunca tenham oportunidade de conhecer. Até hoje adoro exercitar essa proximidade com o verde pelo menos 1 semana no ano.

Após esse período fui para a capital estudar e morar com meus pais, onde por um bom tempo tive a oportunidade de exercitar minha imaginação e capacidade criativa, pois não tinha irmãos e pelo fato de meus pais trabalharem eu ficava sozinho em casa brincando comigo mesmo.

Foi em um passeio com meu pai ao centro da cidade que vi o primeiro video game, um fliperama enorme, se não me engano, do jogo street fighter. O local era uma locadora de esquina muito conhecida como “O Loc”, hoje no local há uma lanchonete e poucos lembram do “Loc”.

O Loc foi minha primeira vitrine de jogos. Lá eu conheci classicos como street figther, bomber man, top guear, super mario, futbol e outros. Os games tem uma incrível capacidade de seduzir, não foi diferente comigo, foi amor à primeira vista. Desde então adoro jogos de todos os tipos.

Como toda boa história de amor, a minha com jogos foi longa e cheia de descobertas interessantes. Depois de conhece-los fui me aperfeiçoando nos de lutas, quem nunca tentou decorar todos os golpes de mortal combat atire a primeira pedra. Eu amava jogos de luta e aventura como contra3, metalslug, o mais próximo de estratégia que chegava era o afamado super mario, pois infelizmente o pessoal de lá não era fã desse tipo de jogo, com isso só conheci clássicos como zelda e chono traiger mais tarde.

Quando conheci o playstation me admirava da exuberância de seus gráficos e comecei a ir mais fundo na relação com os games, inicialmente jogava Siphon fighter, Winning Eleven, metalgear, twisted metal e outros, mas tudo mudou quando vi um amigo jogando final fantasy 8 e derotando ultimecia. Era tudo fantástico e as perguntas e inquietação me tomaram, o jogo me arrebatou e na semana seguinte comprei um memory card para iniciar a saga na qual joguei várias vezes por uns 3 anos(Até hoje tenho as revistas sobre o assunto).

Desde então passei por FF8, 9, tactics, chrono trigger 1 e 2, front mission, ageofempires, dawn of war e outros jogos de playstation e pc. Quando o estudo e o trabalho realmente começaram a apertar tive que ser mais ausente nos jogos. Por isso comecei a gostar de games mais curtos e entrei em febres como FPS(Counter Strike, Call of duty), jogos curtos de internet e celular como plants vs zombies.

Como minha escolha de faculdade foi por ciência da computação descobri que que tudo aquilo não era mágica era informática, então comecei a me questionar: Como um jogo funciona? Como tudo se move? Como meu personagem toca em algo e uma consequencia disso magicamente acontece em outro setor? Como eu programo isso?

Tive várias buscas por respostas a essas perguntas mas todas elas foram insatisfatórias. Um estudo me levou a crer que a industria de jogos no Brasil não tinha grandes perspectivas e desde então comecei a pensar nisso como uma coisa paralela que um dia, talvez depois do doutorado realizaria o sonho de trabalhar de verdade.

Fazia aqui ou ali uma tentativa de fazer um projeto desse dar certo mas nada avançava bem. Felizmente uma grande oportunidade se apresentou, pois companheiros de trabalho junto com um professor entusiasta de games, iniciaram estudos com o objetivo de desenvolver jogos.

Como sempre, não deixei a oportunidade passar e procurei uma forma qualquer de trabalhar com eles. Diferente de outras tentativas a coisa deu mais certo do que esperava e de repente estava finalizando o primeiro jogo, mais um tempo estava fazendo o release do mesmo. Hoje já pensamos coisas mais que grandiosas para o nosso futuro com jogos na Sertão games.

Antes do esperado realizei meu sonho de conhecer como funciona e desenvolver jogos. Quero muito mais, pois temos a perspectiva de ajudar outros, que como eu estavam perdidos nessa área, a encontrar um caminho.

Hoje acredito, assim como  Jesse   Schell  fala em seu fantástico livro  “The Art of Game Design – A Book of Lenses”, que toda essa minha experiência vai ser muito importantes para o desenvolvimento de novos games.

Jader Anderson

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